domingo, 6 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Solomon King - She wears my ring
Clara Pinto Correia disse, uma vez, com muito apropósito, aliás, qualquer coisa como o "fado sem tascas, facadas, marialvismo e pancada na mulher não tem graça nenhuma".
O problema da História como uma ciência que está, num certo sentido muito preciso, destinada a, de um modo ou de outro, iluminar às pessoas e às sociedades por elas formadas o caminho a seguir por umas e outras na sua relação directa com a---no seu percurso ao longo da---realidade; o problema da História, dizia, está, em última análise, sempre na atitude crítica relativamente aos objectos que a compõem e ao modo como foram [e são!] organizados entre si em estruturas e sequências simultaneamente objectuais [e objectuáveis!] mas também causantes, não na sua supressão ou elisão, na sua "mise en parenthèses", no seu "empochement" supressivo, como tantas vezes acontece na nossa, ainda hoje abstractamente "contra-reformística" e residuantemente "canónica" sociedade mental e política.
"She Wears My Ring", por exemplo, é uma canção machista que confere expressão estética a formas [muito incompleta e, num certo sentido, muito imperfeitamente, aliás] "simbolicizadas" e sublimadas de "opressão de género", perfeitamente reconhecível na ideia de "ferrar" ["to brand"] a mulher usando o "anel" do título para identificar a "posse", de resto, outro termo carregado de "significado" cultu[r] al e político?
É evidente que sim!
Agora, como comecei por dizer, a História não pode [não deve legitima e sobretudo saudavelmente] ser feita "para trás" tal como a realidade em geral não está obrigada a recomeçar a cada momento e a cada geração.
O segredo da História boa é, como também deixo dito, o ela ser superada criticamamente, em caso algum, roubada a si mesma e contínua mas também traiçoeiramente "limpa" por completo de alto abaixo a cada remergência cíclica dela em si mesma.
Se na canção que aqui vem cantar-nos Solomon King soubermos ver o [aliás formal e vocalmente lindíssimo!] objecto cultu[r] al de época; se soubermos, aqui como em tudo na vida, distanciar-nos o suficiente para permanecermos íntegros, lúcidos e sempre [e apenas!]criticamente próximos, "She Wears My Ring" surge, então, como aquilo que ela, basicamente, é, i.e. um belíssimo "pedaço de música", excepcionalmente bem cantado.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
The Heart You Break May Be Your Own Patsy Cline
The Heart You Break May Be Your Own LyricsArtist(Band):Patsy Cline
Written by Tiny Colbert and Bob Geesling
(As recorded by Patsy Cline November 8, 1956)
Written by Tiny Colbert and Bob Geesling
(As recorded by Patsy Cline November 8, 1956)
You think you're smart
You broke my heart
Left me to cry here alone
But you'll return
One day you'll learn
The heart you break may be your own
You promised me
Your love would be
A kind I'd never known
Tho' you weren't fair
You're unaware
The heart you break may be your own
CHORUS:
You used my heart for a plaything
You'll be sorry,
just wait and see
One day you'll find you are lonely
And the first one you'll think of is me
You'll look around
And when you've found
That you are all alone
Then you'll get wise
And realize
The heart you break may be your own...
REPEAT CHORUS/REPEAT LAST VERSE
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Paddy Reilly Limerick You're A Lady.
Uma versão alternativa de uma das mais belas canções que conheço.
Incluo uma outra no "Quisto Didáctico"; curiosamente, porém, nenhuma delas é "a" versão.
Essa consta de uma antologia de música irlandesa e é cantada por uma tal Susan McCann que, reaccionária como os [e as!] que o são, a canta divinalmente.
O "Tube" não a inclui entre a ogferta que proporciona e é pena porque, de todas as que conheço, é, de facto, a mais cristalina e espiritual.
Na falta dela, teremos de contentar-nos com esta versão [um pouco baça e opaca...] de Paddy Reilly que, no entanto, não consegue [apesar do esforço que manifestamente fez a meias com o orquestrador...] torná-la completamente insípida e vulgar...
terça-feira, 13 de julho de 2010
Luís Piçarra /** Santa Maria dos Mares**/
O lado mais 'lunar' e... 'vítreo' da "portugalidade" numa das vozes que mais definitivamente o soube converter em pura hamonia.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Giunse alfin il momento - Deh, vieni, non tardar
Dawn Upshaw no recitativo e ária do IV acto d' "As Bodas" um momento sublime de um dos mais prodigiosos momentos de criação artística algumas vez ocorridos.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Pavarotti - La Girometta - Sibella
E que dizer da deliciosa ligeireza desta... crepitante "Girometta" na voz-ícone do grande Luciano?...
domingo, 16 de maio de 2010
Maria da Fé - Até que a voz me doa
Este é outro dos "tais", dos que nunca morrem, dos que arrepiam!...
Senão, oiçam! Oiçam e depois digam-me...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
"There inevitably comes a time..."

Chorus
Take me back to the place
where I first saw the light
To my sweet sunny south, take me home
Where the wild birds sing me to sleep every night
Oh why was I tempted to roam?
The path to our cabin they say has grown green
And the stones are quite mossy around
I know that the faces and the forms that I love
Now lie in the cold mossy ground.
Chorus
Take me back to the place where the orange trees grow
To my place in the evergreen shade
Where the flowers on the river green margin did grow
And shared their sweet shade with the glade.
Chorus
http://www.youtube.com/watch?v=XmIU85gbo5Q
segunda-feira, 22 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
"Eric Bogle"

quarta-feira, 3 de março de 2010
"Joan Baez"

Tenho este poster encaixilhado na minha biblioteca. Pu-lo no sítio onde se encontra de modo a que, em qualquer momento em que levante os olhos da leitura ou da escrita, dê imediatamente com ele.
É, também, uma das primeiras coisas que o meu olhar encontra quando, de manhã, lá entro.
Substitui, para mim, o sol nos dias em que o não há...
